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Dividas bancárias no Brasil atinge o maior nível da história e chega aos 5,04%


O Brasil registou um novo recorde na taxa de incumprimento da carteira de crédito, alcançando a marca dos 5,04% em agosto. O índice das famílias chegou aos 6%, refletindo a grave dificuldade no pagamento de contas dentro do prazo. MATÉRIA: O nível de incumprimento bancário (conhecido no Brasil por "inadimplência") continua a crescer de forma preocupante no país, tendo atingido o patamar de 5,04% da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional no passado mês de agosto. Trata-se do maior nível já registado em toda a série histórica divulgada pelo Banco Central.

Os dados mostram que a maior fatia desta subida acentuada deve-se às pessoas singulares. A taxa de incumprimento exclusivamente entre as famílias e os consumidores escalou dos 5,8% para os 6%, o que representa um peso significativo na economia diária. Em contrapartida, o cenário manteve-se relativamente estável entre as empresas, com o índice a fixar-se nos 3,3%.

É importante distinguir o conceito de endividamento do conceito de incumprimento. O endividamento reflete o total de dívidas assumidas (que em julho estava em 49,9% para as famílias), o que não é necessariamente prejudicial se as prestações forem pagas a tempo. O incumprimento ocorre quando a população perde a capacidade de honrar os pagamentos dentro do prazo estipulado. Esta subida prolongada reflete a forte pressão sobre o orçamento familiar, prejudicando o consumo e a circulação financeira.

Com taxas tão elevadas de incumprimento, os bancos e as instituições financeiras tornam-se inevitavelmente mais restritivos na concessão de novos créditos, exigindo taxas de juro mais altas e condições mais difíceis. Para as famílias, o acumular de contas em atraso resulta na entrada em listas de devedores, reduzindo drasticamente as suas opções de consumo e deteriorando a sua estabilidade financeira.

Para mitigar a situação, o Governo Federal lançou uma nova fase do programa de renegociação de dívidas, com especial foco nas famílias que possuem atrasos crónicos que variam entre dois e quatro anos e meio. Os indicadores continuarão a ser seguidos de perto pelo Banco Central.

FONTES:

  1. Poder360 - https://www.poder360.com.br/poder-economia/inadimplencia-bancaria-chega-a-504-em-agosto-maior-nivel-da-serie/

  2. Folha BV - https://www.folhabv.com.br/cotidiano/inadimplencia-bate-recorde-no-brasil-e-chega-a-504-veja-o-impacto-na-economia/

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