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Messi se despede da Argentina com gol, duas assistências e 21 anos de história na seleção

Lionel Messi (Foto: Denny Medley via Reuters)


Em noite de festa no Monumental, camisa 10 participou dos três gols na vitória sobre o Benim e encerrou uma trajetória que vai da expulsão na estreia ao título mundial.

Lionel Messi fez da despedida da seleção argentina um resumo da própria carreira. Na terça-feira (6), no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, com mais de 85 mil torcedores, o camisa 10 participou dos três gols da vitória por 3 a 0 sobre o Benim, em amistoso que marcou seu último jogo pela Argentina.

O placar só saiu no segundo tempo. Messi cobrou o escanteio que Otamendi, que também se despediu da seleção, transformou no primeiro gol. Depois, deu o passe para Nico Paz ampliar e fechou a conta de pênalti. Antes da partida, o capitão chorou durante o hino, ao lado dos filhos, e foi aplaudido de pé por um minuto aos 10 minutos de jogo, numa homenagem ao número da camisa.

"Me vou em paz. Deixei tudo", escreveu Messi na mensagem de despedida aos torcedores. "Esta camisa foi meu sonho, meu orgulho e minha vida." Neymar, ex-companheiro no Barcelona e no PSG, também homenageou o argentino: "Foi uma honra".

Da expulsão na estreia ao topo do mundo

A história de Messi com a seleção principal começou de forma improvável. Em agosto de 2005, aos 18 anos, ele estreou num amistoso contra a Hungria e foi expulso com menos de dois minutos em campo. Naquele mesmo ano, já tinha sido campeão e craque do Mundial Sub-20. Em 2008, ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Com a seleção principal, porém, os títulos demoraram. Foram quatro finais perdidas: a Copa América de 2007, para o Brasil; a Copa do Mundo de 2014, para a Alemanha, no Maracanã; e as Copas América de 2015 e 2016, ambas para o Chile, nos pênaltis. Depois da derrota de 2016, Messi chegou a anunciar a saída da seleção, mas voltou atrás semanas depois.

A virada veio justamente no Brasil. Em 2021, a Argentina venceu a seleção brasileira por 1 a 0 no Maracanã e ganhou a Copa América, primeiro título de Messi com a equipe principal. No ano seguinte, levantou a Finalíssima, contra a Itália, e, em dezembro de 2022, no Catar, conquistou a Copa do Mundo numa final contra a França decidida nos pênaltis, depois de 3 a 3, com dois gols dele. Foi eleito o melhor jogador do torneio, como já tinha sido em 2014. Em 2024, veio mais uma Copa América.

A última Copa foi a de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Aos 39 anos, Messi marcou oito gols e levou a Argentina a mais uma final, mas a Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação, em 19 de julho. Ele se tornou o segundo jogador da história a disputar três finais de Copa, igualando o brasileiro Cafu.

Os números do camisa 10

Messi deixa a seleção como o jogador que mais vestiu a camisa argentina e o maior artilheiro da história do país, com 208 jogos e 126 gols, já contando a partida contra o Benim. Disputou seis Copas do Mundo, de 2006 a 2026, e é o atleta com mais jogos na história do torneio: 34.

Pelas contas da Jovem Pan, antes do jogo de despedida ele somava ainda 68 assistências e 11 jogos com três gols ou mais pela Argentina.

Com informações de Lance, Itatiaia, Metrópoles, CNN Brasil, Jovem Pan e Torcedores.com.

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