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Novo Hugo terá 531 leitos e o dobro de salas de cirurgia para pacientes do SUS, diz governo

Fotos: Júnior Guimarãe

Prédio no Conjunto Fabiana, em Goiânia, foi vistoriado pelo governador Daniel Vilela e por Ronaldo Caiado; previsão é de funcionamento em 2027.

Entenda em 3 pontos

  • O novo Hugo terá 531 leitos e 20 salas de cirurgia, contra 10 hoje, segundo o governo.
  • O prédio foi comprado por cerca de R$ 500 milhões, pagos em parcelas, segundo a imprensa goiana.
  • A mudança deve começar no início de 2027; o hospital atende só pelo SUS.

O novo Hugo, o Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz, terá 531 leitos e 20 salas de cirurgia, o dobro das 10 que funcionam hoje, segundo o Governo de Goiás. Os números foram apresentados na quarta-feira (7), durante vistoria às obras no Conjunto Fabiana, em Goiânia.

Participaram da visita o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Ronaldo Caiado e o secretário estadual de Saúde, Rasível Santos. De acordo com o governador, a unidade deve começar a funcionar em 2027, com atendimento 100% pelo SUS, o Sistema Único de Saúde.

"Muito em breve os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) vão ser atendidos nesse padrão de excelência, de qualidade", disse Daniel Vilela, conforme divulgado pelo governo. Caiado, que é médico, afirmou estar "impressionado com o acabamento e a qualidade" da obra.

O que muda no hospital

Segundo o governo, o prédio tem 11 andares e 47 mil metros quadrados. Os 531 leitos incluem UTI (Unidade de Terapia Intensiva), apartamentos, enfermaria, observação e estabilização. Metade das acomodações clínicas e cirúrgicas será em apartamentos individuais.

Hoje, o Hugo tem 288 leitos gerais e 52 de UTI, além das 10 salas cirúrgicas, de acordo com o relatório anual de 2025 da unidade. Em julho, o Mais Goiás informou que os leitos de UTI devem passar de 52 para 90 no novo endereço.

O hospital vai manter o perfil de urgência e emergência, com casos de alta complexidade em trauma, neurologia e neurocirurgia. O governo afirma que o aumento de salas deve acelerar a fila de cirurgias.

O edifício foi projetado para ser um hospital particular de tratamento de câncer. Segundo o diretor da TSX Engenharia, José Ricardo Ramos Ribeiro, a adaptação para urgência atinge quase 11 mil metros quadrados. Reportagens do Jornal Opção e do Mais Goiás apontam que o imóvel pertencia à Oncoclínicas, que interrompeu as obras.

Quanto custa a compra

O governo assinou em julho um protocolo de intenções para comprar o prédio, avaliado em cerca de R$ 500 milhões. Em agosto, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) autorizou um empréstimo de até esse valor com o BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Segundo o Jornal Opção, como o dinheiro do banco não deve sair neste ano, o Estado vai pagar com recursos próprios, em seis parcelas anuais de R$ 83 milhões. A primeira seria quitada na entrega do prédio, prevista para o fim de novembro.

Ainda de acordo com o jornal, a transferência de pacientes e equipamentos deve começar em janeiro de 2027. O uso do prédio atual, de 1991, não foi definido.

Atendimento ao Entorno

O Hugo é referência para todo o Estado de Goiás, segundo o relatório da própria unidade, e recebe pacientes encaminhados pelo Complexo Regulador Estadual, o setor da Secretaria de Saúde que distribui vagas entre hospitais. Quem mora em Águas Lindas e no Entorno do DF pode ser transferido para lá por esse sistema.

"Vamos atender toda a população do Estado de Goiás com um tratamento diferenciado, 100% SUS e público", afirmou Rasível Santos. O relatório não informa quantos pacientes chegam de cada região, e o governo não divulgou esse dado na vistoria.

Fontes: Governo de Goiás (Secom), Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, relatório anual do Hugo, Jornal Opção, Mais Goiás.

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