O Quênia confirmou na terça-feira (6) o primeiro caso de ebola no país. O paciente, um queniano que morava havia sete anos na República Democrática do Congo (RDC), chegou a Nairóbi, a capital, em 3 de outubro e morreu na noite de segunda-feira (5), segundo informações do Ministério da Saúde do Quênia reproduzidas pela Agência Brasil.
De acordo com as autoridades, os sintomas começaram cerca de um mês antes, quando ele ainda estava no Congo. O homem teve febre, calafrios, cansaço intenso, fraqueza, dor muscular, dor de garganta e sangramentos sob a pele e nos locais de aplicação de soro.
O caso é considerado importado, ou seja, a infecção aconteceu fora do Quênia. A RDC enfrenta um surto de ebola desde maio deste ano.
Depois da confirmação, o governo queniano identificou 28 contatos próximos do paciente, entre familiares e profissionais de saúde, que ficam em observação. As equipes também procuram 23 passageiros e 4 tripulantes do voo em que ele viajou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada, como manda o Regulamento Sanitário Internacional, conjunto de regras que os países seguem em emergências de saúde.
Segundo as autoridades locais, o Quênia já havia testado mais de 650 mil viajantes nas fronteiras desde o início do surto no país vizinho. Das 267 amostras analisadas em laboratório, só uma deu positivo, a deste paciente.
O ebola é uma doença grave causada por vírus. Ele não passa pelo ar, como a gripe: a transmissão acontece pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos de uma pessoa doente ou de quem morreu da doença. Por isso, profissionais de saúde e familiares que cuidam dos pacientes estão entre os grupos de maior risco.
Com informações da Agência Brasil e do Ministério da Saúde do Quênia.

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