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Possível venda do BRB ao BTG entra na reta final da eleição no DF; veja o que dizem os candidatos



Reportagem revela minuta do governo para negociar o banco depois da votação. Celina Leão nega a privatização, e Leandro Grass diz que o banco corre risco.

A possível venda do Banco de Brasília (BRB), banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), virou assunto da reta final da eleição no DF. Segundo reportagem exclusiva do site Vero Notícias, publicada na segunda-feira (5), o GDF prepara uma minuta, ou seja, um rascunho de contrato, para negociar o banco com o BTG Pactual depois das eleições.

A informação foi repercutida pelo Jornal Opção. O BRB e o BTG não comentaram o documento. A governadora Celina Leão (PP) negou o plano nesta terça-feira (6).

O que diz a minuta

De acordo com o Vero Notícias, o rascunho prevê uma compensação de dois anos de salário para os atuais funcionários, calculada sobre o salário anterior à negociação. O comprador não seria obrigado a manter todos os empregados.

Qualquer mudança no controle do banco precisaria ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF (CLDF). Segundo o site, o próprio BRB planeja um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para reduzir cerca de 20% do quadro.

O banco enfrenta uma crise financeira ligada a operações com o Banco Master. O tamanho do rombo varia conforme a fonte: o Vero Notícias fala em R$ 22,8 bilhões, e Leandro Grass citou R$ 6,6 bilhões em entrevista ao SBT News, em setembro.

O que dizem os candidatos

Durante a campanha, Celina Leão prometeu manter o BRB "100% público". Nesta terça, segundo o site Agenda Capital, ela afirmou que a privatização está "descartada completamente", tratou a reportagem como notícia falsa espalhada por adversários e disse que o governo busca financiamento internacional para o banco.

Leandro Grass também rejeita a venda. Em debate realizado em setembro por CBN, O Globo e Valor Econômico, ele disse não ter intenção de privatizar o banco e questionou o plano de capitalização de R$ 6,8 bilhões. Ao SBT News, em 18 de setembro, afirmou: "Com Celina Leão governadora, o BRB acaba. Ele é liquidado ou vendido". O petista propõe publicar uma auditoria das contas e negociar uma saída com o Banco Central e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que protege depósitos de clientes de bancos.

Como o tema entra no 2º turno

No 1º turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Celina teve 49,93% dos votos válidos, e Grass, 34,47%. A terceira colocada, Paula Belmonte (PSDB), com 8,51%, ainda não declarou apoio.

A situação do BRB já era um dos temas centrais da disputa, e a reportagem coloca o banco de volta no debate a menos de três semanas da votação. De um lado, a governadora diz que a notícia busca desestabilizar sua campanha. Do outro, Leandro Grass vinha cobrando a publicação de uma auditoria nas contas do banco.

Fontes: Vero Notícias, Jornal Opção, Agenda Capital, SBT News, Jornal Taguacei, Jornal de Brasília e TSE.

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